A Juventude quer qualidade no ensino, na política e perspectiva de vida

É visível a inquietude da juventude que ingressa na vida profissional.

         Um sentimento de incerteza paira sobre a juventude brasileira na atualidade. Com direitos sociais ameaçados encontramos jovens desassistidos e desamparados. Nem por isso, a nova geração foge do debate, seja em ocupações de escolas, como ocorreu ao longo de 2016, na discussão da reforma do Ensino Médio, ou unindo forças ao movimento social. É visível a inquietude da juventude que ingressa na vida profissional.

É tempo de rever as leis e a política de combate às drogas, pois há uma minoria sendo encarcerada e morta por um sistema que não oferece saídas para os jovens, cujo perfil é o mesmo. São moradores de ocupações ou aglomerados e negros. Ao contrário do que acontece hoje, os governos deveriam assistir ao jovem onde ele é mais vulnerável.

O investimento em educação também deveria ser direcionado para a qualificação técnica e voltado para a realidade do mercado de trabalho, fato que só será viável a partir da promoção de políticas públicas que enxerguem o conjunto da população, na qual estão jovens carentes de ações inclusivas permanentes.

Não dá para pensar na juventude isoladamente. Ou melhoramos a vida da maioria da população, coletivamente, ou vamos tratar os jovens como um grupo à parte, sem considerar que os problemas básicos são os mesmos, embora particularmente diferentes.

Diovane Aquino é diretor do Sindicato dos Sapateiros de Belo Horizonte e Secretário da Juventude Força Minas

Fonte: http://forcaminas.com.br/artigo/415/a-juventude-quer-qualidade-no-ensino-na-politica-e-perspectiva-de-vida